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Rui Abreu esclarece “Da África do Sul para a Sopa do Cardoso”

A Direcção Regional das Comunidades e Cooperação Externa (DRCCE), enviou à nossa Redacção um “esclarecimento” ao artigo publicado a 11 de Dezembro, “Da África do Sul para a Sopa do Cardoso“, da autoria de Rui Marote, “estranhando o facto de este jornal digital não ter contactado a nossa Direção Regional para se inteirar acerca deste caso”.

Refere Rui Abreu que “no passado dia 21 de setembro, às 16h00, regressou à Região um madeirense de 76 anos, que se encontrava numa situação financeira muito difícil na África do Sul. Quis voltar para a Madeira, contando com o apoio da comunidade madeirense local que o ajudou a adquirir um bilhete de avião de regresso, após 60 anos naquele país”.

“A Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa acompanhou o caso deste nosso conterrâneo, desde o primeiro momento: quando ainda estava na África do Sul, onde o contactei pessoalmente, depois no regresso e posteriormente, já na Madeira, no processo de acolhimento”, garante Rui Abreu.

“O nosso conterrâneo foi informado, à época, que ficaria alojado provisoriamente nas instalações da APP (Associação Protetora dos Pobres), uma vez que os familiares que tinha na Madeira não o queriam acolher. A passagem provisória pela APP foi algo que este nosso emigrante aceitou e concordou”, afirma o director regional.

“No âmbito do processo de acolhimento, os funcionários da DRCCE, fizeram o transporte do utente desde a chegada ao aeroporto até a APP. A Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa continuou a acompanhar o caso”, afirma-se, nomeadamente “junto da Segurança Social, para a atribuição de uma habitação definitiva, ao mesmo tempo que decorre o processo para a atribuição de uma pensão social”, e “junto da Saúde, para, em caso de doença, ser assistido gratuitamente”.

“Entretanto”, prossegue Rui Abreu, “a Segurança Social da Madeira encontrou uma alternativa à APP: um quarto num prédio no Funchal, pago pela própria Segurança Social, que o utente recusou. A Segurança Social continua a analisar o processo de atribuição de uma pensão social, estando dependente apenas de uma resposta das autoridades da África do Sul”.

“Entretanto, o utente teve um problema de saúde, foi assistido no Hospital Central do Funchal, e posteriormente reencaminhado para a instituição adequada ao seu diagnostico. Como é evidente, a DRCCE está solidária com o estado de saúde deste utente, e a acompanhar o caso”, afirma.

Rui Abreu garante que “a este nosso conterrâneo, regressado da África do Sul, foi concedido todo e o apoio que teria sido concedido a outro cidadão madeirense que estivesse numa situação semelhante, com todos os direitos e deveres que lhe são inerentes. Ou seja, foi acolhido quando não tinha casa, foi assistido pelo Serviço Regional de Saúde e neste momento encontra-se em tratamento, e o processo de atribuição de uma pensão social decorre”.

A DRCCE agradece “todo o apoio prestado pela Segurança Social, pela Saúde e também pela Associação Protetora dos Pobres. É pela APP que passam, numa primeira fase, todos os repatriados, que não tenham pessoas quem os acolham na Madeira. A APP é uma instituição credível, com uma larga experiência na reintegração social, que presta apoio especializado às pessoas que por lá passam, que tem excelentes condições de higiene e de habitabilidade. Recorde-se que estas são sempre situações transitórias e a grande maioria dos repatriados conseguem integrar-se plenamente e recompor a sua vida”, conclui o comunicado.

Luís Rocha

In Funchal Notícias

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