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África do SulNews

COMMUNITY LEADERS WANT PORTUGUESE SUPPORT AGAINST VIOLENCE AND INEQUALITY IN SOUTH AFRICA

Joanesburgo, 08 nov 2022 (Lusa) – Líderes comunitários portugueses na África do Sul apelaram hoje ao diálogo entre os governos socialista e do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), reclamando apoios para enfrentarem a crescente violência, desigualdade, envelhecimento e empobrecimento no país.
“Espero que [o secretário de Estado] venha reconhecer as dificuldades que existem porque os apoios de Portugal são praticamente inexistentes e queremos que reconheçam que somos também cidadãos e que temos por aqui ficado abandonados e esquecidos por muito tempo”, apontou José Contente, em declarações à Lusa.
O dirigente da União Cultural Recreativa e Desportiva Portuguesa, em Turffontein, sul de Joanesburgo, que recebe na sexta-feira o secretário de Estado da Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, de visita ao país a partir de hoje, apontou como prioridades a segurança, o apoio no regresso “à terra” e aos jovens lusodescendentes, e a assistência social aos idosos.

“Não vemos alguns deles a regressarem e ao não regressarem precisam de um apoio aqui que o Governo terá de patrocinar, não é só a comunidade”, advogou José Contente.

Recordando que muitos passaram “por uma Guerra Colonial” e que a maioria é oriunda “do Ultramar português”, o líder comunitário sublinhou que os compatriotas na África do Sul estão a constatar que “realmente não há dias melhores, pelo contrário os dias que se avizinham são talvez mais difíceis”.

“A incerteza política é grande, não há garantias de que o atual Presidente vai continuar [no cargo], a violência é terrível, há fome, há desemprego, há desigualdade e todos nós andamos a olhar para a sombra todos os dias”, salientou o imigrante português à Lusa.

Dados oficiais indicam que o desemprego é superior a 44,4% no país com mais de 60 milhões de habitantes, onde os cortes diários de energia e de água são cada vez mais frequentes devido à degradação de infraestruturas públicas.

A inflação anual dos preços ao consumidor atingiu um novo recorde de 7,8% em julho, o nível mais alto em 13 anos, mas a inflação anual para bens não duradouros também se situou em julho em 14,4%.

O Presidente, Cyril Ramaphosa, considerou recentemente que a grande corrupção pública no mandato do seu antecessor “arrancou a alma” da nação e “corroeu severamente o pacto social entre o Estado e os cidadãos”, estimando que custou ao país cerca de 500 mil milhões de rands (29,3 mil milhões de euros).

“Não havendo imigração nova, não havendo juventude a vir de Portugal para cá, são só os nossos filhos, os nossos lusodescendentes, que não encontram trabalho”, na África do Sul democrática, “tenham os cursos que tiverem”, considerou José Contente.

“É difícil, terão talvez que regressar, nós os mais velhos que poupamos alguma coisa também pensamos em regressar, e as autoridades [portuguesas] terão de ter tudo isso em consideração”, acrescentou.

Contente apontou que, tendo em conta que no país para se conseguir singrar é necessário “uma integração BEE [‘Black Economic Empowerment’, legislação sul-africana de ação afirmativa]”, se não tiverem apoio, será duro: “Vamos passar as passas do Algarve e entrar numa decadência”.

Pela primeira vez, na história do associativismo luso na África do Sul, a União Portuguesa organizará na sexta-feira uma receção ao governante socialista juntamente com a Academia-Mãe do Bacalhau, Casa da Madeira, Fórum Português, Núcleo de Arte e Cultura, Luso África e Associação Portuguesa de Vanderbijlpark.

Segundo Tony Oliveira, dirigente da coletividade Associação da Comunidade Portuguesa de Pretória (ACPP), que reunirá em Pretória, a capital do país, mais outras tantas coletividades no sábado para assinalar o fim da visita de Paulo Cafôfo ao país, “é também do interesse do Governo português” apoiar a vasta comunidade imigrante na África do Sul “porque a imigração gasta tanto dinheiro em Portugal”.

Na ótica do dirigente comunitário, é necessário melhorar os serviços consulares, modernizar as associações, facilitar o ensino da língua portuguesa e investir na juventude lusodescendente, que quer emigrar para outros países da comunidade anglófona Commonwealth devido às políticas de exclusão racial do Governo sul-africano.

Por seu lado, o dirigente da Casa da Madeira de Joanesburgo, Alberto Santo, defendeu à Lusa o reforço do “diálogo” institucional, nomeadamente também com as autoridades de Pretória, em defesa da segurança e do futuro da comunidade imigrante no país.

“A comunicação é o mais importante entre a gente e eles”, frisou o empresário madeirense, sublinhando que as associações e clubes lusos no país enfrentam “dificuldades”.

“Como o Governo está a apoiar as outras casas [clubes e associações] na Venezuela e em toda a parte do mundo, nós também queremos esse apoio”, afirmou.

Questionado sobre o futuro, o empresário madeirense destacou “preocupação” com a galopante onda de violência, criminalidade, assaltos e raptos.

“O crime é um problema grande e precisamos do Governo português”, salientou Alberto Santo, apelando para que o executivo de António Costa interceda junto das autoridades de Pretória em defesa dos imigrantes portugueses e lusodescendentes na África do Sul.

“Todos juntos, unidos, julgo que poderemos receber mais atenção do Governo sul-africano para fazerem mais pela comunidade portuguesa, pode ser madeirense ou portuguesa, porque devido aos assaltos nos negócios e os problemas que enfrentamos atualmente, os nossos filhos querem emigrar e precisamos desse apoio para ver se colocamos mais pressão no nosso Governo da África do Sul para nos apoiar”, frisou Santo.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas visita a África do Sul entre hoje e sábado, na sua primeira visita oficial ao país para contactar a comunidade portuguesa.

A visita inicia-se na Cidade do Cabo, e antes de terminar em Pretória inclui deslocações a Durban, Joanesburgo e Benoni, lê-se numa nota enviada à agência Lusa.

CYH // LFS

Lusa/Fim

Johannesburg, 08 Nov 2022 (Lusa) – Portuguese community leaders in South Africa today called for dialogue between the socialist and African National Congress (ANC) governments, demanding support to deal with growing violence, inequality, ageing and impoverishment in the country.
“I hope that [the Secretary of State] will recognize the difficulties that exist because the support from Portugal is practically non-existent and we want them to recognize that we are also citizens and that we have been abandoned and forgotten for a long time,” said José Contente, speaking to Lusa.
The leader of the Portuguese Cultural Recreational and Sports Union, in Turffontein, south of Johannesburg, which receives on Friday the Secretary of State for Portuguese Communities, Paulo Cafôfo, visiting the country from today, pointed as priorities safety, support in the return “to the land” and to young people of Portuguese descent, and social assistance to the elderly.

“We don’t see some of them returning and by not returning they need a support here that the Government will have to sponsor, not only the community,” advocated José Contente.

Recalling that many went through “a Colonial War” and that most of them are from “the Portuguese Overseas Territories”, the community leader stressed that his fellow countrymen in South Africa are realizing that “there really are no better days, on the contrary, the days ahead are perhaps more difficult”.

“The political uncertainty is great, there is no guarantee that the current President will continue [in office], the violence is terrible, there is hunger, there is unemployment, there is inequality and we are all looking at the shadows every day,” the Portuguese immigrant stressed to Lusa.

Official data indicate that unemployment is over 44.4% in the country with more than 60 million inhabitants, where daily power and water cuts are increasingly frequent due to the degradation of public infrastructure.

Annual consumer price inflation hit a new record high of 7.8% in July, the highest level in 13 years, but annual inflation for non-durable goods also stood at 14.4% in July.

The President, Cyril Ramaphosa, recently felt that the massive public corruption in his predecessor’s tenure “ripped out the soul” of the nation and “severely eroded the social compact between the state and the citizens,” estimating that it cost the country about 500 billion rand (29.3 billion euros).

“With no new immigration, no young people coming here from Portugal, it’s just our children, our Portuguese descendants, who can’t find work” in democratic South Africa, “whatever their courses,” Contente said.

“It’s difficult, they may have to return, we older people who have saved some money are also thinking of returning, and the [Portuguese] authorities will have to take all of this into consideration,” he added.

Contente pointed out that, taking into account that in the country, in order to succeed, one needs “a BEE integration [‘Black Economic Empowerment’, South African affirmative action legislation]”, if they don’t have support, it will be tough: “We’ll pass the raisins of the Algarve and fall into decadence.

For the first time in the history of Luso associations in South Africa, the União Portuguesa will organize a reception for the socialist leader on Friday, together with the Academia-Mãe do Bacalhau, Casa da Madeira, Fórum Português, Núcleo de Arte e Cultura, Luso África and the Portuguese Association of Vanderbijlpark.

According to Tony Oliveira, leader of the Association of the Portuguese Community of Pretoria (ACPP), which will gather in Pretoria, the country’s capital, plus many other communities on Saturday to mark the end of Paulo Cafôfo’s visit to the country, “it is also in the interest of the Portuguese government” to support the vast immigrant community in South Africa “because immigration spends so much money in Portugal.

In the community leader’s view, it is necessary to improve consular services, modernize associations, facilitate the teaching of the Portuguese language, and invest in young Portuguese descendants who want to emigrate to other countries in the Anglophone Commonwealth community because of the South African government’s policies of racial exclusion.

For his part, the leader of the Casa da Madeira in Johannesburg, Alberto Santo, defended to Lusa the reinforcement of the institutional “dialogue”, namely also with the authorities of Pretoria, in defense of the security and the future of the immigrant community in the country.

“Communication is the most important thing between us and them”, stressed the Madeiran businessman, underlining that the Portuguese associations and clubs in the country face “difficulties”.

“As the Government is supporting the other houses [clubs and associations] in Venezuela and everywhere else in the world, we also want that support,” he stated.

Questioned about the future, the Madeiran businessman highlighted “concern” about the galloping wave of violence, criminality, robberies and kidnappings.

“Crime is a big problem and we need the Portuguese Government”, Alberto Santo stressed, appealing to António Costa’s executive to intercede with Pretoria’s authorities in defense of the Portuguese immigrants and Portuguese descendants in South Africa.

“All together, united, I think we can receive more attention from the South African government to do more for the Portuguese community, whether Madeiran or Portuguese, because due to the business robberies and the problems we are currently facing, our children want to emigrate and we need this support to see if we can put more pressure on our South African government to support us,” Santo stressed.

The Secretary of State for the Portuguese Communities is visiting South Africa between today and Saturday on his first official visit to the country to make contact with the Portuguese community.

The visit begins in Cape Town, and before ending in Pretoria includes visits to Durban, Johannesburg and Benoni, reads a note sent to Lusa news agency.

CYH // LFS

Lusa/Fim

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